Crescimento

No eixo de Crescimento, nossa prioridade é expandir a mineração nas Américas, com foco na exploração mineral para zinco e cobre, garantindo a reposição de nossas reservas. Para isso, definimos quatro avenidas de crescimento:

1. Estender a vida útil das minas existentes (projetos brownfield);

2. Desenvolver novos projetos (greenfield);

3. Explorar novas áreas, de forma a sustentar a produção em longo prazo; e

4. Desenvolver novos negócios, incluindo alianças estratégicas em ativos existentes ou projetos que apoiem o plano de crescimento.

Os investimentos são direcionados a ampliar a vida das minas atuais e expandir os recursos minerais dos novos projetos, juntamente com aportes de recursos relativamente menores em novas áreas destinadas a identificar projetos para o futuro.

Para gerir com maior precisão e eficácia o desenvolvimento da carteira de projetos, implantamos em 2017 um novo modelo de governança, estrutura, processo e liderança, baseado em cinco frentes: Comitê Executivo; Núcleo de Engenharia; Líder de Projeto; Áreas Corporativas e Operacionais; e Time do Projeto. Com esse aperfeiçoamento, todas as áreas podem aprofundar seu conhecimento sobre os projetos e o estágio em que cada um deles se encontra, participando mais ativamente de todo o processo. Todos os projetos foram reanalisados, inclusive com avaliações de estágio de desenvolvimento, objetivos e metas, entre outros quesitos, e enquadrados no novo modelo de governança.

Projetos Greenfield

Entre os projetos greenfield já aprovados e em fase de desenvolvimento destacam-se Magistral, Shalipayco e Pukaqaqa, no Peru, e Aripuanã e Caçapava do Sul, no Brasil. São iniciativas com alto potencial de produção e que preveem o uso de tecnologias automatizadas para, entre outros aspectos, aumentar a segurança operacional e trazer ganhos de eficiência. Além disso, contam com sistemas avançados para ampliar a recirculação de água, reduzindo os volumes de captação do recurso e de controle para não lançamento de efluentes em corpos d’água. Adicionalmente, o desenho social desses projetos contempla temas de desenvolvimento local.

Projetos Greenfields em Desenvolvimento

Nota 8: Feasibility Study
Nota 9: Preliminary Economic Assessment

Aripuanã

É o projeto de crescimento em mineração que está em fase mais adiantada, com estimativa de início da operação em 2020, sendo considerado um dos dez maiores do mundo de zinco. Projeto polimetálico localizado no Estado de Mato Grosso (região Centro-Oeste do Brasil), a operação esperada é de uma mina subterrânea integrada de 1,8 milhão de toneladas de minério bruto por ano (especialmente zinco, chumbo e cobre), com expectativa de vida útil de 24 anos. Em 2017, foram gastos US$ 12,2 milhões no desenvolvimento de Aripuanã.

O projeto foi desenhado para minimizar o impacto ambiental. Exemplo é a meta de recircular até 70% da água utilizada no processo produtivo. A região tem uma infraestrutura adequada, incluindo disponibilidade de energia, água e mão de obra.

Em 2017, apresentamos o estudo de impacto ambiental e a revisão do estudo de custo mínimo global. Em 2018, deve ser obtida a licença ambiental para a unidade de beneficiamento do minério. O concentrado será transportado por caminhão de Aripuanã para Rondonópolis (MT) e, em seguida, por trem para o Porto de Santos (SP) ou para nossas refinarias em Minas Gerais.

Magistral

Projeto de cobre a céu aberto e uma unidade de beneficiamento mineral, localizado na região de Ancash, no Peru. Quando totalmente desenvolvido e operando, estima-se que produzirá uma média anual de 40 mil toneladas de cobre contido em concentrado, 3 mil toneladas de molibdênio e 600 mil de onças de prata (17 toneladas). A vida útil é prevista em 16 anos. Em 2017, foram mantidas as licenças ambientais e sociais, prevendo-se iniciar em 2018 as etapas de exploração e perfuração, bem como o estudo de pré-viabilidade (FEL2).

Shalipayco

Localizado na região de Junín, no Peru, contém depósitos de zinco, chumbo e prata, onde se prevê operação de lavra subterrânea. A estimativa é que o projeto, quando estiver totalmente desenvolvido e começando a operar, possa produzir uma média anual de 43 mil toneladas de zinco contido em concentrado, 3 mil toneladas de concentrado de chumbo e 700 mil onças de prata (19,8 toneladas), com 15 anos de vida. A previsão de início da operação é 2021. Em 2017, realizamos aproximadamente 40 mil metros de sondagens. Para 2018, prevê-se mapeamento geológico adicional para determinar o potencial de expansão dos recursos minerais, além do desenvolvimento do estudo conceitual (FEL1).

Pukaqaqa

Contempla o desenvolvimento de uma mina a céu aberto de cobre, molibdênio, prata e ouro. Estamos identificando possíveis sinergias operacionais entre este projeto e ativos similares existentes nas proximidades. O projeto está localizado na região de Huancavelica, a cerca de 400 quilômetros ao sul de Lima.

Florida Canyon

Projeto composto por 16 concessões de mineração contíguas, cobrindo aproximadamente 12,6 mil hectares, na região de Amazonas, no Peru. Tem potencial para produzir uma média anual de 60 mil toneladas de zinco contido em concentrado, 6 mil toneladas de concentrado de chumbo e 200 mil onças de prata (5,7 toneladas), com uma vida de 12,5 anos. Em 2017, concluiu-se a avaliação econômica preliminar no depósito de zinco e foram construídos 30 quilômetros de estradas de acesso, de um total de 42, para fins de perfuração, reduzindo os custos de logística.

Hilarión

Localizado na região de Ancash, a 230 quilômetros de Lima, é um depósito mineral de skarn (rocha metamórfica), contendo depósitos de sulfeto de zinco, chumbo, prata e cobre. O projeto prevê uma mina subterrânea que poderia usar sua própria usina de processamento ou das várias unidades existentes na área. Em 2017, buscou-se uma licença de EIA para construir túneis de exploração do depósito de El Padrino para Hilarión e explorar a continuidade do corpo mineralizado subterrâneo.

Caçapava do Sul

Projeto para extração de zinco, chumbo e cobre, localizado no Estado do Rio Grande do Sul (Região Sul do Brasil). Destaca-se pelo fato de que não utilizará barragens para rejeitos ou água, pois todos os resíduos serão depositados a seco. As águas que tenham contato com o processo e áreas industriais serão 100% recirculadas, sem descarte de efluente industrial nos rios da região. O projeto está em fase inicial de licenciamento. O Estudo de Impacto Ambiental (EIARima), protocolado em 2016 está em fase de atendimento de complementações solicitadas pelo órgão ambiental (Fepam).

Projetos Brownfield

Nos últimos anos, temos alcançado sucesso significativo em iniciativas de expansão de capacidade e vida útil de nossas minas, tendo como meta garantir 15 anos de recursos minerais para as operações atuais, sendo cinco anos em reservas.

Para isso, contamos com diversas iniciativas brownfield em andamento no Brasil e no Peru. As mais importantes são:

Extensão da Vida Útil da Mina de Vazante
O projeto visa estender a vida útil da mina de Vazante até 2027, ante 2021 previsto anteriormente. A implantação foi iniciada em 2013 e o projeto está previsto para terminar em 2023, com um investimento total estimado em US$ 184,3 milhões sendo US$ 108,0 milhões o valor necessário para concluir o projeto. Esperamos que o projeto mantenha a produção da mina de Vazante em 135 mil toneladas de zinco por ano. Como parte desse projeto, planejamos investir em atividades de exploração em andamento, infraestrutura, incluindo expansões de estações de bombeamento subterrâneas, aumentando a capacidade do sistema de ventilação, caminhos de emergência, rejeitos de estacas secas, rampas de acesso, redes elétricas e subestações.

Ambrosia Trend
Este projeto visa à produção adicional de concentrado de zinco. Os investimentos totais de capital são estimados em US$ 19,2 milhões, dos quais a quase totalidade deverá ser destinada à construção da área de apoio administrativo e na préextração do depósito de Ambrósia Sul.

Complexo Pasco
Integração das operações Atacocha e El Porvenir, para formar o complexo de mineração Pasco. O objetivo do projeto é capturar as sinergias entre as duas minas, resultantes de sua proximidade e similaridades operacionais, com o objetivo de obter economia de custos e investimentos e reduzir nossa pegada ambiental. O projeto está sendo desenvolvido em quatro etapas. A primeira envolveu a integração administrativa de ambas as minas, concluída em 2014. A segunda, finalizada em 2015, integrou o sistema de disposição de rejeitos, que consolidou as operações das duas minas com um único sistema de disposição de rejeitos. A terceira etapa, completada em 2016, envolveu a construção de uma nova linha de transmissão de energia que abastece ambas as minas, substituindo as antigas linhas de transmissão. A quarta e última etapa consiste na integração das operações e instalações subterrâneas das minas, que deve ser concluída em 2018.

Conversão para Processo Jarosita
O objetivo do projeto é converter nossa fundição de Cajamarquilla para o processo jarosita, que permitirá uma melhor recuperação de zinco. O estudo de viabilidade, realizado pela Amec Foster Wheeler, combinado às perspectivas positivas do mercado de zinco, nos fez avançar na fase de construção do projeto. O investimento total de capital é estimado em US$ 44,9 milhões, e o projeto está previsto para ser concluído em setembro de 2019. A recuperação de zinco em Cajamarquilla deverá aumentar da taxa atual de 93,8% para 97,0% após a conclusão do projeto (mais informações sobre a conversão estão em Excelência Operacional/Metalurgia).

Novas Áreas de Exploração
Mineral

Entre outras iniciativas que mantemos para atender ao eixo de crescimento e assegurar a sustentabilidade da produção em longo prazo, destaca-se o projeto Zinco Centro-Oeste, cujos estudos realizados em 2016 e 2017 mostraram intersecções positivas de mineralização. Estão ainda em andamento no Brasil os seguintes projetos: Borborema; Cinturão Rio-grandense; Arco Magmático de Goiás; Sedex Vazante; e Bacia de Tucano. No Peru, as iniciativas são: Chapi; Guadalupe; Alpamarca; e Generativos.

Na gestão da área de exploração mineral, destaca-se a adoção do Projeto Fusion, um banco de dados integrado desenvolvido desenvolvido em parceria com a Datamine para armazenar toda a base de dados de sondagem e amostragem da área de Exploração Mineral, dando suporte à descoberta de novas minas e às declarações de recursos de reservas minerais. A iniciativa nasceu para atender à necessidade de um sistema mais robusto, devido ao grande volume de informações, e de adotar um processo de gestão de dados integrado entre os projetos.

O Fusion contempla, em uma única plataforma, todos os dados de exploração, de coleta de amostras de superfície, informações geológicas e dados de sondagem e análises químicas. Em 2017 foi realizada a conclusão da instalação do projeto nas unidades localizadas no Peru, com o treinamento das equipes operacionais, e a implantação nas unidades brasileiras. A iniciativa trouxe mais confiabilidade e segurança às informações armazenadas.

Novos Negócios

Nossa estratégia de crescimento também prevê possíveis oportunidades de joint venture ou aquisição envolvendo projetos existentes de outras empresas. Essa alternativa, que geralmente envolve a exploração de depósitos existentes nas proximidades, é uma maneira eficiente de identificar oportunidades adicionais e, assim, reduzir o risco de investimento.

Recursos e Reservas

Estruturamos em 2017 um processo detalhado de preparação dos relatórios técnicos para a declaração de nossos recursos e reservas minerais de acordo com as normas NI 43-101 (Instrumento Nacional para os Padrões de Divulgação de recursos e reservas), no Canadá, e IG07 da SEC (Securities and Exchange Commission), nos Estados Unidos, de todas as minas e projetos. Esses relatórios são atualizados anualmente.

Recursos e Reservas10

Obs: A estimativa das reservas e recursos minerais envolve premissas sobre os preços futuros das commodities e questões técnicas de mineração. A declaração apresentada de Recursos e Reservas segue os Padrões de Definição CIM 2014 (Definition Standards for Mineral Resources and Mineral Reserves).
Nota 10: Os valores apresentados neste quadro não foram ajustados para refletir nossos interesses de propriedade. A informação apresentada nesta tabela inclui 100% das estimativas de reservas e recursos minerais de nossas subsidiárias consolidadas e de nossas joint ventures, algumas das quais não são de propriedade total, conforme estabelecido nesta coluna de participação.
Nota 11: Os recursos minerais são reportados exclusivamente das reservas minerais e têm as datas efetivas descritas no 6-K mining report e 20-F de 2018.