Tema Material
Emissões e Energia

Nota 19: Os dados publicados de 2014 a 2016 foram recalculados em decorrência da inclusão das emissões geradas no transporte de minério entre Peru e Brasil. GRI 103-1, 103-2, 103-3

O clima é uma vertente de alta relevância para o nosso negócio, principalmente por sua influência sobre o cenário hidrológico. Variações climáticas intensas podem afetar negativamente as nossas operações, causando inúmeros transtornos, entre eles o adiamento de cronogramas e, consequentemente, o aumento do custo operacional. São fatores que trazem risco ao negócio e prejudicam o cumprimento de metas e o desenvolvimento dos projetos, a exemplo do que aconteceu no início de 2017 nas operações no Peru, afetadas por chuvas intensas.

Com o objetivo de consolidar nosso comprometimento com o tema e colaborar para fortalecer uma economia de baixo carbono e uma sociedade cada vez mais sustentável, assumimos a meta de reduzir em 5% a emissão de gases de efeito estufa (GEE) por tonelada de produto até 2025.

Nesse sentido, adotamos um conjunto de iniciativas para a adaptação e mitigação de impactos, como inventário de emissões de gases de efeito estufa (GEE) e orientação e monitoramento constantes. Além disso, nossos investimentos nesse campo nos últimos anos têm se concentrado no ganho de eficiência energética e flexibilidade da matriz de energia, com foco em fontes renováveis e projetos de inovação tecnológica.

Evolução

Em 2017, colocamos em operação uma caldeira de biomassa na unidade Três Marias, em substituição às caldeiras alimentadas por óleo derivado de petróleo, o que evitou um consumo de 15.612 toneladas desse combustível no ano. A nova estrutura, que visa reduzir o custo da unidade com combustíveis e a emissão de carbono, utiliza como combustível o cavaco de eucalipto e/ou bagaço de cana, produzidos na região. A próxima etapa consiste na operação da unidade com produção de vapor.

Com a mudança da caldeira, reduzimos em 33.362 toneladas e emissão de CO2e na unidade (de fevereiro a dezembro) – o que representa aproximadamente 22,1% de toda a emissão da planta. A economia prevista com a redução do custo de energia é de US$ 3,7 milhões. Além disso, proporciona ganhos na área social, ao fomentar a cadeia produtiva e contribuir para a promoção do desenvolvimento da agricultura na região.

Outra iniciativa importante ocorreu na unidade de Cajamarquilla, no Peru, com a substituição de óleo diesel por gás natural, o que foi possível pela implantação de um gasoduto na região. O projeto, que está em fase de obtenção de licença, começará a ser instalado em 2018 para entrada em operação em 2019, reduzindo as emissões e o custo de combustível na planta.

Também destacam-se os investimentos em inovação realizados por meio do programa Mining Lab. Das cinco inciativas selecionadas em 2016 e já em fase de estudos para implementação, três são destinadas a projetos de ganho de eficiência energética e redução das emissões. Um deles, inclusive, prevê a construção de uma planta de vapor na unidade de Três Marias (mais informações em Inovação e Tecnologia).

No campo de geração de energia, temos dois estudos sendo conduzidos: o primeiro é a instalação de uma unidade de energia solar em Fortaleza de Minas, com capacidade para gerar 30 MW; e o segundo contempla uma pequena central hidrelétrica em Vazante, com capacidade de 1,4 MW.

Consumo de Energia

O consumo de energia em nossas operações no ano foi de 14.846.904 GJ, redução de 2,5% em comparação a 2016 (15.220.284 GJ), sendo 84,1% de fontes renováveis (80,7% em 2016). Essa proporção reflete especialmente a matriz de energia elétrica do Brasil e do Peru, uma vez que ambas apresentaram em sua base maior participação de fontes hídricas. GRI 302-1

No ano, a geração de energia elétrica correspondeu a 18,9% do total consumido. Há cogeração em caldeiras de vapor e geração em usinas e pequenas centrais hidrelétricas gerenciadas pela Votorantim Energia (que atende às subsidiárias da Votorantim S.A., além de clientes externos).

Consumo de Energia Dentro e Fora da Organização, em GJ GRI 302-1, GRI 302-2

Característica da Matriz Energética
GJ GRI 302-1

Emissões Atmosféricas

Em 2017, os gases de efeito estufa (GEE) oriundos de nossas operações totalizaram 927.979 tCO2e, representando redução de 5% sobre o ano anterior (975.511 tCO2e). As emissões decorrentes de consumo de energia elétrica adquirida (Escopo 2) corresponderam a 71% do total. A intensidade de emissões reduziu-se para 0,879 tCO2e por tonelada de zinco produzido.

Emissões de Gases de Efeito Estufa (tco2e) GRI 305-1, 305-2, 305-3

Emissões de Gases de Efeito Estufa
por Escopo
GRI 305-1, 305-2 e 305-3

Intensidade Energética
GJ/tonelada de produto GRI 302-3

Intensidade de Emissões de GEE
(tonCO2e/tonelada de produto) GRI 305-4