Excelência Operacional

Desenvolvemos uma série de ações buscando não só o ganho de eficiência, como a redução de custos e o aumento do volume de produção. Nossa estratégia busca excelência no controle de custos. Dessa forma, ganhamos maior competitividade em relação aos concorrentes e maior segurança em momentos de queda do preço.

Em 2017, criamos uma nova área de Competitividade, estruturada na Gerência-Geral de Desenvolvimento Operacional (GGDO) de Mining, responsável por integrar esforços e estimular o mapeamento e a implementação de iniciativas que tragam ganhos de eficiência para as nossas unidades, com o fortalecimento das práticas de gestão financeira de projetos e operações. Buscamos garantir alinhamento entre as áreas e identificar novas oportunidades de alavancar resultados com melhor desempenho em custos, capital de giro e demais indicadores financeiros, contribuindo, assim, para o crescimento sustentável da empresa.

As grandes alavancas de valor que possibilitam esse posicionamento são:

1. O incremento do volume de produção, por meio da maximização da utilização da capacidade dos ativos;

2. A estabilidade operacional;

3. A redução de custos fixos e variáveis, buscando, entre outras inciativas, sinergia entre as unidades no Brasil e no Peru

Nesse sentido, diversas iniciativas vêm sendo realizadas e estão planejadas para as unidades na busca de atingir as três alavancas de excelência operacional. Veja as principais a seguir.

Mineração

Em mineração, os maiores exemplos de iniciativas de excelência operacional estão nas minas de Cerro Lindo e em Cerro Pasco, que possuem metas agressivas de aumento de volume diário de produção de concentrados. Duas ações que impactaram a produtividade em Cerro Lindo foram a otimização das horas trabalhadas nas carregadeiras e a troca de caminhões de 35 toneladas para 50 toneladas, para aumentar a produtividade na mina. A mina atingiu produção média de 21 mil t/dia de minério bruto em 2017, acima do volume de 20 mil t/dia registrada no ano anterior e que era considerada o nível para estabilização.

Mais uma ação importante foi a conexão subterrânea das minas de El Porvenir e Atacocha, no complexo de Cerro Pasco. Com a conclusão dessa obra, em novembro, já começaram a surgir diversas sinergias e maior flexibilidade operacional buscando um aumento do volume diário de produção de ambas as unidades.

Outros Destaques em 2017

❯ Aumento na projeção de concreto nas minas subterrâneas em Cerro Pasco, importante para a segurança e a estabilidade da operação;
❯ Estabilização e aumento da produção da cava San Gerardo (145%), em Atacocha, e ampliação da vida útil (em 5 anos);
❯ Trabalho de gestão de contratos em Cerro Lindo, que irá proporcionar uma redução de custos da ordem de 15% a 20%, com a otimização dos contratos de desenvolvimento de mina. Em Vazante também houve um trabalho forte para redução do custo fixo, que permitiu ficar 7% abaixo do orçamento;
❯ Ampliação da capacidade da unidade dessalinizadora em Cerro Lindo, com 100% de utilização da água do mar na operação, proporcionando economia de mais de US$ 563 mil no ano (212.835 m3);
❯ Obtenção da licença de instalação para o projeto de disposição a seco em Vazante, relevante para a empresa e para a indústria de forma geral, uma vez que elimina os riscos ambientais relacionados a uma barragem tradicional. A construção terá início em 2018 e deve estar pronta para operar em 2020;
❯ Maior desenvolvimento nos últimos três anos da mina de Vazante, chegando a 15 quilômetros. A unidade também obteve a maior produção de chumbo de sua operação;
❯ Início da operação em Ambrósia Sul, com impacto positivo na produção de Morro Agudo, com incremento em torno de 10%;
❯ Trabalho de gestão de ativos críticos para aumentar a confiabilidade na operação dos equipamentos, envolvendo revisão de plano de manutenção preventiva e análise da qualidade dos ativos. O objetivo foi criar uma condição operacional mais estável dentro das operações em todas as unidades.

Metalurgia

Em 2017, destacaram-se os seguintes projetos de eficiência operacional:

Jarosita – Conversão do processo produtivo de Cajamarquilla, de goethita (um mineral de óxido de ferro), para a jarosita sulfato de ferro, incrementando o rendimento de extração de zinco. A unidade, que tem capacidade nominal de 320 mil toneladas/ano, deve alcançar 340 mil t/ano com a mudança do processo. O projeto permitirá ampliar em aproximadamente 3 pontos percentuais a recuperação de zinco, cumprindo dessa forma os três aspectos importantes no direcionador de eficiência: utilização de capacidade instalada, estabilidade operacional e redução de custos.

Desalogenação em Autoclave – Iniciado em 2017 em Juiz de Fora, o projeto contempla a adoção de autoclave para a desalogenação do óxido Waelz. O processo remove as impurezas (halogênios de óxido Waelz, flúor e cloro), transformando resíduo tóxico da indústria siderúrgica em produtos de valor agregado (mais informações sobre o projeto estão no capítulo Inovação).

Desgargalamento – Remoção de gargalos da desalogenação em Juiz de Fora, um passo importante que abre capacidade adicional no ustulador (tipo de forno para processamento de concentrado sulfetado) para a utilização total da capacidade produtiva. Junto com o projeto 30 mil t/ano, promoverá o incremento de matéria-prima secundária e elevará o volume de produção da unidade.

Caldeira de Biomassa – Equipamento entrou em operação em Três Marias, alinhando a operação ao pilar de competitividade em custos, além contribuir para a melhoria dos indicadores ambientais. (Mais informações em Inovação)

Gargalos Sulfeto e Silicato – Desenvolvido em Três Marias, busca eliminar gargalos dos Processos Sulfeto e Silicato e tem como objetivo aumentar o volume de produção para 208 mil toneladas de zinco/ano (2023).

Outros Destaques em 2017
❯ Avanços na instalação do sistema de drenagem industrial em Juiz de Fora, que irá levar os efluentes para uma estação de tratamento (ETE), permitindo uma melhor adequação aos requisitos ambientais.
❯ Projeto de alteamento da barragem de rejeitos de Juiz de Fora, que deverá ter início em 2018;
❯ Otimização do uso de materiais recicláveis em Juiz de Fora, como pó de aciaria elétrica, óxido de latão, pilha, entre outros, extinguindo esses passivos ambientais e transformando-os em novos produtos. Em 2017, cerca de 20% da produção da unidade foi proveniente de materiais recicláveis;
❯ Ganhos de estabilidade com a mudança da metodologia de manutenção dos ustuladores, que passou a ser realizada em duas paradas menores, somando menos dias de paralisação do ativo e melhor otimização da capacidade dos estoques;
❯ Estruturação do projeto de matriz energética de Cajamarquilla, que começará a ser implantado em 2018 e finalizado em 2019. Trata-se basicamente da substituição por gás natural de todo o combustível líquido (óleo diesel, óleo pesado das caldeiras auxiliares, de aquecimento da unidade e do ustulador nas paradas), reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa e o custo de combustível.