Tema Material
Resíduos

Nota 16: Os valores foram alterados devido a um ajuste no total de resíduos gerados na unidade de El Porvenir. GRI 103-1, 103-2, 103-3

Nos últimos anos, trabalhamos em pesquisa e desenvolvimentos de tecnologias que permitam reduzir a geração de resíduos ou viabilizar sua reinserção em cadeias produtivas. Nosso maior resultado foi obtido no projeto Resíduo Zero da mina de Morro Agudo, cuja alteração de processo produtivo resultou na eliminação da geração de rejeitos, em contrapartida à geração de produtos secundários de aplicação agrícola, responsável por 5% da receita da unidade em 2017.

Um exemplo mais recente é o aproveitamento da escória gerada no forno waelz de Juiz de Fora como matéria-prima da produção de cimentos. Tais resultados estão alinhados ao planejamento estratégico, cujo compromisso definido em 2015 foi de reduzir até 2025 em 50% o volume de resíduo minerometalúrgico e industrial gerado e/ou enviado para aterros.

Outra ação que resultou em diminuição no consumo de recursos naturais e custos, bem como em menor nível de impactos ambientais associados à eliminação de resíduos, foi a inclusão de uma célula de flotação para a separação de prata e chumbo presentes no minério, realizada na mina em Vazante.

Em 2017, nossas operações geraram um total de 16,8 milhões de toneladas de resíduos minerometalúrgicos, sendo 33% não perigosos e 67% perigosos – redução de 7% no total em comparação ao resultado de 2016 (18,1 milhões de toneladas).

Resíduos Minerometalúrgico e Industriais (mil toneladas) GRI 306-2, MM3

Gestão de barragens

Na gestão de barragens de rejeitos, que é um dos principais riscos associados à atividade de mineração, aplicamos diretrizes da International Commission on Large Dams (Comissão Internacional de Grandes Barragens). Possuímos 39 barragens, sendo 18 no Brasil e 21 no Peru.

Atualmente, utilizamos três métodos de disposição de resíduos em nossas operações: barragens, nas quais empregamos técnicas de revestimento, sistema de monitoramento de vazamentos; empilhamento a seco (dry stacking), vistorias e gerenciamento contínuos; e retorno à mina, preenchendo os espaços dos quais foram retirados os minerais (backfill).

Algumas operações podem combinar um ou mais métodos de disposição. Nas unidades de Atacocha, Cerro Lindo e El Porvenir, no Peru, adotamos o sistema backfill, por meio do qual 38% dos rejeitos retornam às minas do Complexo Pasco e 48,7%, à mina de Cerro Lindo. Em Cerro Lindo, o resíduo não utilizado como backfill é filtrado, separando a água e os sólidos. A água é recirculada e o rejeito a seco é enviado para as pilhas específicas de deposição. Esse mesmo modelo está sendo considerado em novos projetos no Brasil (Aripuanã e Caçapava do Sul). Em 2017, obtivemos a licença ambiental para o projeto de disposição de rejeito a seco na mina de Vazante. A implementação deve começar em 2018 e ser concluída em 2020.

Para o gerenciamento dessas barragens, dispomos de um sistema eficiente que se concentra em segurança, otimização e estabilidade, com ações contínuas de monitoramento e não apenas semestrais, conforme exigido por lei. A gestão das barragens é um dos tópicos incluídos em nossos processos de gerenciamento de risco de negócio e discutido regularmente nas reuniões executivas, nas quais é apresentado um relatório sobre a estabilidade dessas estruturas.

Também contamos com o trabalho de uma empresa de consultoria independente (Geoconsultoria) para monitorar e medir conjuntamente o desempenho dos principais indicadores de controle, além de e discutir ações para cada uma das 39 barragens.