Tema Material
Segurança e Saúde

Segurança no Trabalho

Nosso principal capital são as pessoas. Por isso, consideramos a segurança um aspecto inegociável. Nossa meta, estabelecida no Plano Estratégico, é alcançar zero acidente. Para isso, mapeamos 14 riscos críticos para as operações, com protocolos de segurança que devem ser constantemente acompanhados. Esses processos foram reforçados em 2017, para que possamos reverter o quadro de acidentes registrado.

No ano, nossa Taxa de Frequência (TFCSA) de acidentes foi de 2,46, computando acidentes com e sem afastamento de empregados próprios e terceiros, ante 2,25 no ano anterior. A Taxa de Gravidade foi de 1.384 (510,3 em 2016), como reflexo dos sete acidentes fatais ocorridos no ano. GRI 403-2

Tivemos sete fatalidades em nossas operações, sendo seis em unidades peruanas e uma no Brasil, todas envolvendo empregados terceirizados. Após as ocorrências, realizamos uma revisão abrangente e nosso Conselho de Administração aprovou um plano destinado a prevenir acidentes fatais, reduzir drasticamente a ocorrência de acidentes e elevar a cultura de segurança nas unidades de mineração do Peru. Algumas das iniciativas incluídas no plano contemplam desenvolvimento de liderança, treinamento para empregados e contratados terceirizados e tecnologia, como o projeto Digital Mining e o Plano de Automação.

Nosso Conselho de Administração supervisiona diretamente a implementação dessas medidas e agenda as avaliações trimestrais de eficácia. Os acidentes fatais em 2017 ocorreram nas seguintes situações:

❯ Queda de rochas durante realização de trabalhos subterrâneos em El Porvenir (25 de janeiro)
❯ Atingido por equipamento pesado (carregadeira LHD) na mina subterrânea de Atacocha (8 de março);
❯ Atividade de manutenção de amostrador automático da correia de transportadora em El Porvenir (18 de março);
❯ Descarga elétrica ao realizar atividades de manutenção em Cajamarquilla (22 de março)
❯ Queda entre níveis da mina subterrânea, em Cerro Lindo (10 de maio);
❯ Incidente envolvendo caminhão pesado durante manutenção em Atacocha (15 de outubro);
❯ Atingido por dispositivo do equipamento de limpeza industrial que estava operando em Juiz de Fora (5 de dezembro).

Taxa de frequência de acidentes
GRI 403-2

Comportamento Seguro

Em 2017, mais do que nunca, o tema segurança esteve no foco da nossa estratégia. Revisitamos nosso sistema de gestão integrado de saúde, segurança e meio ambiente, com o aperfeiçoamento de normas, procedimentos e ferramentas para torná-lo ainda mais robusto e eficiente. Uma série de medidas foi adotada ao longo do ano para promover um ambiente que preserve a integridade física de todos os empregados, sejam eles próprios ou terceiros.

Realizamos auditorias em campo, com a observação in loco do comportamento dos profissionais e o cumprimento dos procedimentos de segurança. Além disso, os indicadores de segurança também integram a remuneração variável da liderança e dos profissionais das operações, assim como do diretor-presidente e de todos os diretores, gerentes-gerais e gerentes das áreas corporativas. Em 2017, criamos um indicador chamado Taxa Integrada Nexa, que combina os resultados da Taxa de Frequência (TFCSA) de acidentes e da Taxa de Gravidade, que também estará na meta de todos os executivos da empresa em 2018.

Avançamos na implementação de um plano de melhoria da segurança específica para unidades do Peru (Plano de Segurança Peru), que tem como objetivos: eliminar acidentes fatais; reduzir drasticamente o número e a gravidade dos acidentes; e elevar, em médio prazo, a cultura de segurança nas unidades operacionais. O trabalho, que está sendo desenvolvido por várias áreas, passou por validação da Diretoria e do Conselho de Administração. Lideranças dos dois países se mobilizaram para olhar de maneira sistêmica quais eram as barreiras e falhas para a consolidação da cultura de segurança.

O plano constitui-se de oito blocos, que abrangem diversos temas que envolvem segurança, cada qual com iniciativas específicas: Formação e conscientização da liderança; Fortalecimento da estrutura da equipe de saúde e segurança ocupacional; Implementação do Programa de Gestão de Terceiros; Melhoria das condições de bemestar e regime de trabalho nas unidades; Padronização dos processos e procedimentos e melhorias dos planos de emergência nas unidades de mineração no Peru; Treinamento e conscientização das equipes; Sinergia com ações do Digital Mining, com foco em Segurança; Plano Diretor de Automação e Informação, como suporte na mitigação de riscos.

Estendemos as Regras de Ouro (também chamadas Regras pela Vida) para as unidades do Peru. A iniciativa contém um conjunto de orientações e procedimentos obrigatórios relacionados aos riscos críticos das nossas operações e que, por isso, devem ser invioláveis e seguidos à risca por todos. Além disso, implementamos a aplicação de gestão de consequências por descumprimento das políticas e procedimentos de segurança.

14
riscos críticos mapeados para as operações, com protocolos de segurança que devem ser constantemente acompanhados. Esses processos foram reforçados em 2017, para que possamos reverter o quadro de acidentes registrado.

Riscos críticos

Bloqueio e isolamento de energias
Prevenção de quedas
Ferramentas manuais
Espaço confinado
Veículos leves e equipamentos móveis

Queda de choco (rocha abalada no teto ou nas laterais em aberturas subterrâneas, com risco de queda)
Escavações (civil, a céu aberto, subterrânea)
Metal líquido

Instalações elétricas
Substâncias químicas perigosas
Proteção de máquinas
Cargas suspensas
Sistemas pressurizados
Animais peçonhentos

Regras de ouro

1. Trabalho em altura – Trabalhos realizados em altura superior a 1,80 metro requerem o uso de sistema de prevenção de quedas e ponto de ancoragem aprovado para uso.

2. Bloqueio e isolamento de energias – A manutenção e a limpeza de máquinas cujas partes móveis, condutores elétricos ou fluidos apresentem riscos de acidentes devem ser realizadas em estado de energia zero.

3. Espaço confinado – Trabalhos em espaços confinados somente deverão ser realizados por profissionais capacitados e autorizados. Também são obrigatórios a emissão da permissão de entrada e o acompanhamento do vigia durante toda a atividade.

4. Veículos leves e equipamentos móveis – A operação de veículos leves ou de equipamentos móveis exige o uso do cinto de segurança tanto para o motorista quanto para os passageiros. Durante a condução ou operação, é proibido utilizar o celular. Os limites de velocidade devem ser sempre respeitados no interior das unidades.

5. Álcool e drogas – Nas instalações ou a serviço, todos devem exercer suas atividades sem a influência de álcool ou drogas.

6. Queda de choco – A entrada em frentes de lavra e desenvolvimento somente é permitida após a realização de inspeção formal que comprove a ausência de choco.

7. Cargas suspensas – Para esses casos, o equipamento deve ser inspecionado com checklist e todos os itens devem estar em conformidade. As cargas críticas devem ser liberadas por meio da Permissão para Trabalho (PPT) e pelo plano de rigging. A área de operação deve estar isolada ou sinalizada.

8. Proteção de máquinas – As proteções podem ser removidas somente com as máquinas e equipamentos bloqueados e em estado de energia zero. Ao final das atividades, as proteções devem ser recolocadas para evitar a retirada por pessoas não autorizadas.

9. Substâncias químicas perigosas – Substâncias químicas perigosas devem ser manuseadas somente quando o empregado estiver utilizando os EPIs aprovados pelo SSMA. Todas as substâncias químicas perigosas devem estar na lista mestra de produtos autorizados. Os sistemas de segurança e proteção de tanques, cilindros e tubulações de produtos químicos perigosos não podem ser alterados ou desabilitados.

10. Comunicação de acidentes – Todo acidente, independentemente de sua gravidade, deve ser comunicado.

11. Autorização de trabalho – Para as atividades que envolvem riscos críticos de segurança, é obrigatório que todos os trabalhadores envolvidos tenham autorização formal.

12. Avaliação de riscos – Antes de qualquer atividade, deve ser feita uma avaliação prévia e formal dos riscos por meio das seguintes ferramentas: Análise Preliminar de Riscos (APR) para todas as atividades, com exceção de atividades de supervisão, inspeções de área, visitas às unidades e atividades administrativas; Procedimentos para atividades rotineiras; PPT para atividades não rotineiras e de alto risco.

Mantivemos um processo de coaching, existente nas unidades do Peru, pelo qual já passaram 400 líderes e agora está ainda mais focado na cultura de segurança. Prioriza orientações que vão desde a identificação dos riscos até a intolerância a comportamentos inadequados que podem ocasionar acidentes.

Acompanhando a implementação de políticas e ferramentas, a estrutura da equipe de segurança também está diferente, ganhou corpo nas unidades de mineração peruanas, com a criação de uma gerência específica para o assunto alinhada às outras unidades, houve restabelecimento do quadro de pessoal, com base no tamanho das unidades e nos riscos associados às suas operações, e foi dado início a um programa de capacitação técnica para os empregados da área.

Além disso, outras ações envolveram a melhora nas rotinas e inspeções nas minas, assim como reforço do contingente de segurança em campo, com equipes mais qualificadas.

Segurança de Terceiros

Para o gerenciamento da mão de obra terceirizada, um dos blocos mais importantes do Plano de Segurança, as ações vão desde seleção e contratação de nossos parceiros estratégicos, capacitação dos profissionais de operação e do grupo de liderança destas empresas, gestão dos riscos nas atividades terceirizadas, gestão de consequência e o processo de reconhecimento para as empresas e profissionais que melhor se adequem a nossa cultura de saúde e segurança. No que diz respeito aos temas saúde e segurança, queremos ter ao nosso lado empresas que estejam engajadas assim como a Nexa na prevenção e eliminação de todo e qualquer acidente.

Segurança na Logística

Tivemos um nível baixo de acidentes e de gravidade nas operações de logística. Isso foi possível graças ao programa de redução de acidentes, implementado em 2015. Um dos desdobramentos foi o lançamento do Manual de Gestão em Segurança, Saúde e Meio Ambiente (SSMA) para as operações logísticas, o que ocorreu em 2016. O documento tem como objetivo apoiar os requisitos legais e garantir a aderência dos fornecedores às diretrizes internas da companhia, de forma padronizada.

Em 2017 foram realizadas diversas atividades visando à segurança nas operações logísticas, como a realização de comitês de segurança com nossos fornecedores de logística, campanhas de segurança, simulados de emergência e treinamentos. Todas as ações de segurança foram realizadas de forma integrada no Brasil e no Peru.

Voltado para operações de transporte de entrada e saída (inbound e outbound), o manual aborda temas como requisitos de contratação do prestador de serviços logísticos, regras de segurança, comunicação e análise de ocorrências, requisitos para o transporte de produtos perigosos e diretrizes de atendimento a emergências, envolvendo processos internos e externos – trânsito externo de cargas, terminais portuários e armazéns sob a gestão logística. Além da definição do manual, também atualizamos os contratos de serviços logísticos com diretrizes de SSMA para cargas comuns e cargas classificadas como perigosas.

Ainda sobre esse tema, realizamos no ano o 1º Comitê de Segurança da Logística, para os transportadores. O evento, que aconteceu nas unidades de Três Marias e Juiz de Fora, teve como objetivo discutir e planejar ações para a melhoria da segurança nas operações de logística. Além do compartilhamento de experiências, ideias e melhores práticas, o comitê elaborou um plano de trabalho com 12 ações de segurança.

400
líderes
estão ainda mais focados na cultura de segurança