Tema Material
Desenvolvimento Local

GRI 103-1, 103-2, 103-3, 413-1

Comunidade

No campo da responsabilidade social, nossa estratégia foca o desenvolvimento local, com a promoção de iniciativas que contribuam para a educação e a formação das pessoas no entorno de nossas unidades, colaborando com a diversificação econômica e a qualidade de vida dessas populações.

Nossas ações de engajamento são estruturadas e pensadas de forma a construir relacionamentos fortes e duradouros. Por isso, atuamos com ética e comprometimento e procuramos manter sempre canais abertos para o diálogo franco e transparente com as comunidades.

Para trazer mais dinamismo e melhorar o fluxo de comunicação com a comunidade e a gestão dos projetos, reestruturamos nossa atuação de Responsabilidade Social em duas principais frentes: Relacionamento com Stakeholders e Projetos Sociais & Desenvolvimento Local. Enquanto a primeira tem em vista obter a licença social para operar, conhecendo a realidade e os potenciais de cada comunidade, o mote da segunda é gerir o investimento social e a busca por valor compartilhado.

Plano de Desenvolvimento Local

Elaboramos Planos de Desenvolvimento Local (PDL), para cada uma de nossas operações, a partir de uma Agenda Social que envolveu diretamente representantes das comunidades, em um processo participativo para a formação de prioridades e cenários de qual é o futuro desejado e qual caminho seguir para torná-lo real. Entendemos que promover o desenvolvimento local significa adotar compromissos não convencionais à empresa, que vão além do core business, inclusive impulsionando para que outros atores das localidades atuem em parceria.

Os diálogos da Agenda Social levaram a prioridades que envolvem ações para a inclusão social de jovens e mulheres, o fortalecimento e a diversificação da economia local, a modernização da gestão pública, o reforço à participação social cívica, a prevenção de doenças e enfermidades por meio de ações de saúde preventiva e, de uma forma geral, todas permeadas pela proteção ambiental e o uso racional de recursos naturais.

Os resultados pretendidos pelos Planos de Desenvolvimento Local se inserem como meta em nosso Plano Diretor de Sustentabilidade, com horizontes de execução ciclos até 2025 e 2030. Alinham-se também aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em suas temáticas e no propósito de união entre os setores, colaborando para o alcance de objetivos compartilhados. Consideram ainda o conceito de desenvolvimento que articula o crescimento econômico ao desenvolvimento humano, social e ambiental.

Começamos a elaborar nossos PDLs em 2015, com a realização de caracterizações locais que buscaram entender melhor o contexto territorial, socioeconômico e organizacional das comunidades onde mantemos unidades de produção, com o objetivo de construir uma visão múltipla sobre cada município. Já mapeamos 100% das nossas unidades no Brasil e esse processo está em desenvolvimento no Peru.

Em uma segunda etapa, articulamos esses conhecimentos em um processo de diálogo, com consultas aos públicos interno e externos às unidades, para elaborar as Agendas Sociais ao longo de 2017. Nessa fase, promovemos 72 oficinas, que registraram 940 participações, para apresentar os estudos e desafios identificados nas caracterizações locais. Nesses encontros, empregados, representantes de comunidades e outros públicos priorizaram os temas de maior relevância e/ou urgência para a localidade.

A terceira etapa foi a definição da Agenda Social Nexa, que constou de reuniões com o Grupo de Trabalho Interno de cada unidade, formado por empregados de diversos setores, para a discussão dos temas e desafios priorizados na Agenda Social, selecionando-os a partir de critérios de relevância social, impacto social, legado, capacidade de execução e nível de esforço. Na sequência, foram estabelecidos objetivos gerais e específicos e frentes de trabalho.

A quarta etapa, também realizada em 2017, constou da elaboração do Plano de Desenvolvimento Local, com a validação de objetivos e frentes de trabalho, além do desdobramento desses planos em indicadores e metas para monitoramento e avaliação propostos até 2025 e 2030.

Tratou-se de um processo bastante robusto e pioneiro de diálogo e construção de planos de desenvolvimento local conjuntamente com comunidades. Também trouxe relevantes ganhos de disseminação e integração dentro da empresa entre os diversos níveis hierárquicos e áreas de atuação, incluindo de fato o social na rotina, nos processos e na prioridade do negócio.

A Agenda tem repercutido positivamente em mais ações de voluntariado de empregados, mais participação pública nas audiências governamentais, melhoria na qualidade dos planejamentos plurianuais municipais, formação de parcerias entre os stakeholders e na pluralidade de visões na priorização de um senso coletivo – do jovem ao idoso, do político ao morador, do urbano ao rural.

Agenda Social em Números:

❯ 940 participações em 72 momentos de diálogo com as cinco unidades participantes do processo (Fortaleza de Minas, Juiz de Fora, Três Marias, Morro Agudo e Vazante), sendo 543 participações externas de representantes de empresariado local, poder público, sociedade civil organizada, organizações educacionais, líderes comunitários, mídia, comunidade em geral; e 397 participações internas das diversas áreas da empresa, desde nível de liderança até operacional.

❯ Os resultados das avaliações dos participantes evidenciaram a importância das atividades realizadas, dos momentos de escuta, representatividade e troca de conhecimentos.

Principais Destaques e Desafios:

❯ O processo também promoveu grande envolvimento das lideranças das unidades
❯ Aumentou a consciência social do público interno envolvido
❯ Representatividade expressiva de participantes externos
❯ Inclusão de comunitários, jovens e públicos mais vulneráveis no diálogo (para além dos stakeholders formais)
❯ Trocas de conhecimento entre os participantes e diferentes setores
❯ Baixo nível de maturidade e conhecimento dos públicos em geral com relação aos temas discutidos e aos ODS
❯ Visão de curto prazo e imediatista
❯ Avançar o diálogo ainda mais além das instituições e stakeholders formais

Investimento Social

No ano, nosso investimento social, com recursos próprios, incentivados e captados, alcançou US$ 14,6 milhões, ante US$ 11,3 milhões em 2016, crescimento de 29%. No total, patrocinamos 172 projetos em 20 localidades do Brasil e do Peru, beneficiando mais de 10 mil pessoas.

Esses projetos estão estruturados em três pilares transversais: Educação & Conhecimento, Diversificação Econômica e Participação Social; e atendem a cinco eixos que consideramos estratégicos: Dinamismo Econômico; Capital Humano; Capital Institucional; Capital Social; e Saúde. Há ainda investimentos em outras iniciativas, relacionadas especialmente à infraestrutura básica, como estradas, saneamento e habitação. No Peru, essas iniciativas têm contrapartida do governo, por meio do programa Obras por Imposto.

Todos os projetos recebem acompanhamento constante e, mensalmente, expedimos um boletim (o Flash) com informações sobre o desempenho de cada iniciativa. Esse documento passa por análise do gerente-geral da unidade e, trimestralmente, pela Diretoria- Executiva, que avalia o andamento dessas ações e os resultados alcançados para a comunidade e a empresa.

Origem do Investimento Social
(US$ 14,6 milhões)

Principais Programas e Resultados

Eixo Dinamismo Econômico

No ano, as inciativas desenvolvidas no âmbito do eixo Dinamismo Econômico, que estimula o crescimento sustentável da economia nas comunidades, contaram com aporte de US$ 2,05 milhões. Alguns dos principais projetos apoiados nessa vertente são: Empresas Comunales, ReDes e Líder.

O destaque é o programa Empresas Comunales, desenvolvido em Atacocha, El Porvenir, Pukaqaqa, Cerro Lindo e Magistral, no Peru. O objetivo é o fortalecimento das empresas comunitárias existentes nessas localidades, para que sejam parte da cadeia produtiva das nossas operações, com geração de emprego e renda local, garantindo recursos também para aqueles que não podem trabalhar.

No ano, quatro empresas atuavam como fornecedoras de serviços para as nossas unidades, sendo uma nova contratada em 2017, reunindo 2.870 sócios. São das comunidades campesinas Cajamarquilla (atua em Atacocha), Yarusyacan (Atacocha e El Porvenir), San Juan de Milpo (El Porvenir) e Chavin (Cerro Lindo). No final de 2017, estavam em formação empresas de duas comunidades (Concuchos e Pampas), para atuarem no projeto Magistral.

Além do contrato de fornecimento de serviços, auxiliamos a comunidade por meio da contratação de consultorias, que realizam um trabalho de orientação, formalização, estabelecimento de governança da empresa, além de capacitação das pessoas que fazem parte da cadeia produtiva.

Eixo Capital Humano

Em 2017, investimos US$ 1,27 milhão nos projetos desenvolvidos no eixo Capital Humano, que contempla iniciativas nas áreas de educação, trabalho, esporte, cultura e direitos de populações vulneráveis. O destaque desse pilar é o programa Parceria Votorantim pela Educação (PVE) – iniciativa apoiada por todas as empresas investidas da Votorantim S.A. –, que tem como objetivo contribuir para a melhoria da educação pública, por meio da mobilização social das comunidades e da qualificação das práticas de gestão educacional.

Eixo Capital Institucional

No eixo Capital Institucional, desenvolvemos iniciativas de apoio à gestão pública, em parceria com o BNDES, para as quais destinamos US$ 836 mil a título de investimentos em 2017.

O programa destina-se a auxiliar as prefeituras na adoção de processos e ferramentas de gestão mais eficientes, como o alcance do equilíbrio financeiro e fiscal, de forma a que possam captar e direcionar recursos para a melhoria da sua gestão e da infraestrutura municipal. Em algumas localidades, também participamos na revisão do Plano Diretor, além de contribuirmos na elaboração de planos de saneamento, mobilidade e habitação.

Eixo Capital Social

Nossos investimentos no eixo Capital Social totalizaram US$ 469 mil em 2017. O destaque do ano foi o lançamento do Somos Todos, novo programa de voluntariado empresarial Nexa. Desenvolvemos ações nesse campo desde 2008 e a partir de 2016 sentimos a necessidade de remodelar nossas iniciativas. O programa passou por uma reestruturação completa, que envolveu desde a realização de benchmarkings, até o envolvimento de diversas áreas da companhia para consolidar um modelo que contemplasse a nossa aspiração de crescimento e a alavanca do potencial voluntário dos nossos empregados como agentes transformadores.

Além de estar alinhado aos temas materiais da nossa estratégia de Sustentabilidade, já que criar valor compartilhado com a sociedade é um dos viabilizadores, o novo programa também está em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

Para atender aos perfis de voluntariado e aos objetivos do programa – estimular a cidadania, melhorar o senso de pertencimento e gerar impacto positivo nas comunidades –, definimos três pilares de atuação: Somos Todos Transformação, Somos Todos Cidadania e Somos Todos Inovação. Com base nesses pilares, cada unidade elabora um portfólio de atividades voluntárias, que complementa os projetos sociais desenvolvidos, e outras oportunidades mapeadas na região. A ideia é mesclar ações recorrentes, pontuais, presenciais ou online. Os responsáveis por organizar e coordenar essas ações integram o comitê gestor local, formado por empregados voluntários de diversas áreas, que servem como ponto focal do programa.

Nossa meta é alcançar 20% de engajamento entre os nossos empregados no Brasil e no Peru, com 18 mil horas/ano dedicadas, até 2025. Em 2017, conseguimos uma marca histórica: saltamos de 518 horas dedicadas para 5.771 horas, com um total de 2.010 voluntários inscritos (os números contemplam também as ações realizadas no Desafio Voluntário, em parceria com o Instituto Votorantim). O engajamento saltou de 5,8% no ano anterior, para 11%.

Pilares do Somos Todos

SOMOS TODOS TRANSFORMAÇÃO – Ações frequentes, recorrentes

Objetivo: promover a transformação social, tanto para o beneficiado quanto para o voluntário;

Ex.: Palestras, oficinas e capacitações; Inclusão social de públicos vulneráveis; Melhorias recorrentes em infraestrutura, em instituições ou lugares públicos de convivência.

SOMOS TODOS CIDADANIA – Ações pontuais, de mobilização

Objetivo: envolver um grande número de empregados em um único dia, para ativar o exercício da cidadania e solidariedade;

Ex.: Mutirão de melhoria em infraestrutura; Campanhas de arrecadação; Recreação em asilos, creches. orfanatos; Eventos abertos à comunidade com oferecimento de serviços, recreação etc.

SOMOS TODOS INOVAÇÃO – Ações de inovação participativa

Objetivo: buscar soluções inovadoras, em conjunto, para questões locais da comunidade;

Ex.: Maratona de Desafios (Hackaton); Battle of Concepts; Reforço ao Grupo de Participação Comunitária.

Números
do Somos
Todos

lançamento simultâneo
em todas as nossas unidades no Brasil e no Peru

10 Comitês locais formados,
capacitados e com portfólio montado em todas as unidades

2.010
voluntários inscritos
entre os meses de setembro e dezembro

5.771
horas voluntárias realizadas

Aproximadamente,
5 mil
pessoas beneficiadas

Outras Iniciativas GRI 203-1

Em 2017, as iniciativas de infraestrutura e serviços que apoiamos receberam recursos da ordem de US$ 9,2 milhões. As ações são vinculadas a eixos temáticos já trabalhados no município por meio de projetos de melhoria na qualidade da gestão e mobilização social. Nosso objetivo, além aumentar a interação com as comunidades, é contribuir como progresso local, melhorando, com isso, a qualidade de vida da população. Entre os destaques está a construção de uma estrada em Cerro Lindo.