Eixo Crescimento

Temos uma clara estratégia de crescimento, com foco na exploração mineral de zinco e cobre nas Américas, de forma a garantir a criação de valor de longo prazo. Direcionamos nossos investimentos tanto para o aumento da capacidade anual de produção quanto para a ampliação da vida útil das minas que exploramos atualmente, além do desenvolvimento de novos projetos. Também olhamos oportunidades de novos negócios em zinco e cobre para facilitar a execução dos nossos projetos, que podem ocorrer de modo orgânico ou inorgânico.

O orçamento para exploração mineral basicamente se manteve em 2018, quando aplicamos US$ 83 milhões nesses projetos. Além disso, durante o ano evoluímos na estrutura de gerenciamento e governança dos projetos, dando continuidade à revisão dos comitês, procedimentos e modelos gerenciais iniciada no ano anterior.

Projetos Greenfield

Nossos projetos são desenvolvidos de maneira inteligente, ou seja, com menor custo, mais ágeis, com o mínimo de desvios em relação ao planejado e o máximo de retorno. Os projetos estão em diferentes fases de avaliação de viabilidade FEL (Front-End Loading): Magistral, Shalipayco e Pukaqaqa (Peru), e Bonsucesso e Caçapava do Sul (Brasil). Todos os projetos em desenvolvimento evoluíram de acordo com o planejado, conferindo robustez ao nosso portfólio.

Projetos Greenfield em desenvolvimento

Aripuanã

É nosso projeto mais avançado. Sua execução foi aprovada em outubro pelo Conselho de Administração e, em dezembro, recebeu a licença de instalação do órgão ambiental do Estado do Mato Grosso, no Brasil (detalhes estão a seguir, na seção Aripuanã entra em execução).

Magistral

Localizado na região de Ancash, no Peru, esse projeto de cobre a céu aberto conta com uma unidade de beneficiamento mineral. Em 2018, foram iniciadas as etapas de testes de perfuração, testes de bancada e estudos de pré-viabilidade (FEL2), que se encontram 55% concluídos. Estima-se que Magistral produzirá uma média anual de 40 mil toneladas de cobre contido em concentrado, 3 mil toneladas de molibdênio e 600 mil de onças de prata (17 toneladas) ao longo dos 16 anos de sua vida útil.

Shalipayco

Projeto está localizado na região de Junín, nos Andes centrais do Peru, uma região com minas subterrâneas de zinco, chumbo e prata. Ao longo do ano, foi concluído estudo conceitual e o projeto passa em 2019 para a fase de estudo de pré-viabilidade (FEL2). Como resultado do estudo e para maximizar a taxa interna de retorno e o valor presente líquido do projeto, o plano incluiu perfurações adicionais para reclassificar os recursos minerais do projeto e a engenharia conceitual de uma planta de beneficiamento. Como resultado, mais 10 meses foram adicionados ao cronograma principal do projeto.

Pukaqaqa

Está localizado na região de Huancavelica, a cerca de 400 quilômetros ao sul de Lima (Peru), e contempla o desenvolvimento de uma mina a céu aberto de cobre, molibdênio, prata e ouro. O estudo de préviabilidade (FEL2) avançou 22% em 2018 e mantemos a meta de identificar possíveis sinergias operacionais entre esse projeto e ativos similares na região.

Caçapava do Sul

Projeto polimetálico de cobre, chumbo e zinco localizado no Estado do Rio Grande do Sul, a cerca de 245 quilômetros do Porto de Rio Grande. Os recursos podem vir a ser explorados por lavra a céu aberto e subsolo de forma concomitante. O programa de pesquisa em 2018 teve um ritmo menor, devido ao redirecionamento de orçamento para projetos prioritários. Em 2019, serão executados 13 mil metros de sondagem.

Aripuanã entra em execução

Aripuanã, projeto polimetálico localizado no Estado de Mato Grosso, é considerado um dos dez maiores em zinco do mundo. Essa mina subterrânea integrada tem operação esperada de 2,3 milhões de toneladas de minério bruto por ano (especialmente zinco, chumbo e cobre) – com produção de 120 mil toneladas de zinco equivalente. A expectativa de vida útil é de pelo menos 13 anos, considerando apenas as reservas, com possibilidade de extensão por mais seis anos.

A produção média anual esperada de concentrado de zinco de Aripuanã equivale a 28% do volume que compramos externamente em 2017, o que contribuirá para uma maior integração entre minas e smelters.

Aripuanã é fundamental para a evolução da nossa estratégia, de continuar crescendo em mineração e metalurgia de zinco e cobre nas Américas. Além de contribuir para o desenvolvimento da indústria mineral no Mato Grosso, fortalece nossa posição como uma das cinco maiores produtoras mundiais de zinco, liderando a produção do minério na América Latina.

Buscamos incorporar ao Projeto Aripuanã o que há de mais moderno em tecnologia e excelência operacional, além da visão de sustentabilidade em todos os processos. Alguns exemplos são a meta de reutilização de 100% da água, a construção de depósito de rejeitos a seco e o foco na geração de um legado para a comunidade.

Aripuanã em números

TECNOLOGIA E EXCELÊNCIA OPERACIONAL

Disposição de rejeitos a seco – Com foco na segurança e sustentabilidade das comunidades vizinhas, o projeto já nasce com a não utilização de estruturas de contenção de rejeito convencionais. Um novo processo de filtragem, secagem, manuseio e disposição de rejeitos secos em pilhas protegidas por camadas de geomembranas, reduz o risco e o impacto ambiental.

Utilização de wetlands (pântanos) construídos – sistema de tratamento passivo de água de chuva incidente sobre pilhas de minério (ROM – Run of Mine), pilha de estéril, pilha de rejeito, áreas industriais e administrativas e drenagem de mina. Com esse sistema teremos a devolução controlada de água tratada aos corpos receptores, bem como no tratamento de água efluente da usina de beneficiamento, com recirculação de 100% da água tratada no processo e zero descarte para o meio ambiente.

Alto grau de automação – incremento dos níveis de segurança, estabilidade operacional, redução de custos e aumento da produtividade.

CRONOGRAMA

2017 – apresentação do estudo de impacto ambiental e revisão do estudo de custo mínimo global

Abril/18 – obtenção da Licença Prévia Ambiental

Out/18 – conclusão FEL3

Dez/18 – obtenção da Licença de Instalação (LI), concedida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso

1º semestre/19 – fechamento de contrato dos principais pacotes, como equipamentos de cominuição, flotação e de mina, bem como principais serviços (como EPCM, empresa para construção civil e montagem eletromecânica e desenvolvimento de mina); e início da construção do empreendimento

2021 – estimativa de início da operação

PROPRIEDADE

62,3%

Nexa Recursos Minerais S.A.

7,7%

Nexa Resources Peru S.A.A.

30%

Mineração Rio Aripuanã Ltda.
(subsidiária da Karmin Exploration Inc.)

LOGÍSTICA

Os três tipos de concentrado de minério serão escoados por caminhão a Rondonópolis, onde serão colocados em trens para o Porto de Santos e posterior embarque ao exterior. O abastecimento dos smelters de zinco de Juiz de Fora e Três Marias ocorrerá por transporte rodoviário.

LEGADO SOCIAL

A partir da realização de um diagnóstico socioeconômico que buscou compreender melhor o contexto territorial, social, econômico e sócio-organizativo no local onde será implantada a unidade, foi elaborado o Plano Integrado de Socioeconomia (PIS) do Projeto Aripuanã. O plano está alinhado com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) em suas temáticas e no propósito de união entre os setores, colaborando para o alcance de objetivos compartilhados, visando minimizar os impactos e impulsionar o desenvolvimento positivo na região.

Alinhado à estratégia social da empresa e aos desafios identificados e priorizados no PIS, o plano definiu cinco grupos temáticos para facilitar a construção de soluções mais criativas e ajustadas a cada realidade:

Além dos cinco grupos, foram também discutidas as temáticas de Participação Social e Monitoramento de Indicadores Socioeconômicos, consideradas transversais a todos os demais temas. O PIS se propõe a operar dentro de cada grupo temático seguindo os quatro eixos estratégicos da atuação social da Nexa: Desenvolvimento Econômico Local; Socioambiental; Gestão Pública e Participação Social; Infância e Juventude. Essas diretrizes nortearam a definição dos programas e projetos sociais desenvolvidos em Aripuanã.

Alguns projetos tiveram início em 2018, como o de fortalecimento da rede de proteção aos direitos da criança e adolescência, bem como a capacitação de agentes comunitários para atuar na prevenção de violações de direitos de jovens e mulheres. Outras iniciativas já em andamento reforçam a qualidade nas educações pública e técnica em Aripuanã, apoiando tanto a possibilidade de contratação local quanto a melhoria do ensino. Para 2019, continuaremos os projetos iniciados nos anos anteriores e ampliaremos a atuação social de acordo com o PIS.

Além disso, também estabelecemos que todos os nossos fornecedores nos projetos sociais devem se comprometer a conduzir suas atividades de acordo com nossos requisitos de responsabilidade social, que incluem o comprometimento com os direitos humanos, o apoio ao desenvolvimento local, a promoção da segurança e da saúde no ambiente de trabalho, o cumprimento das Regras de Ouro Sociais e o respeito às 15 regras do Protocolo de Relacionamento Comunitário.

Projetos Brownfield

Temos direcionado esforços permanentes para desenvolver um pipeline de projetos brownfield alinhados ao potencial total do nosso ativo, procurando estender a capacidade e vida útil de nossas minas e aproveitando condições de mercado favoráveis. Nossa meta é garantir um mínimo de 12 anos de vida útil baseada em reservas, por meio da definição de novos alvos de exploração.

Em 2018, todas as nossas operações receberam recursos, que foram planejados e faseados de acordo com o nível de maturação de cada unidade. Nossos projetos mais significativos desenvolvidos no período foram:

Vazante

Temos um projeto de dez anos, iniciado em 2013 e com investimento total estimado em US$ 184,3 milhões, que busca estender a vida útil da mina de Vazante. Inicialmente, a meta era alcançar um ganho de cinco anos, de 2022 para 2027. Com base em recursos e reservas, porém, superamos esse objetivo e chegamos até 2034, ou 12 anos mais. Com o aprofundamento da mina, a expectativa é manter sua produção em 140 mil toneladas de zinco por ano. Como parte desse projeto, foram entregues em 2018 a estação de bombeamento e a escavação do poço, além de concluída a construção da comporta. A produção nos níveis mais profundos representou 73% da produção de zinco contido de Vazante no ano.

Para dar vazão ao aumento esperado de produção na unidade, que deve atingir a capacidade máxima em 2020, ampliamos aproximadamente 30% as horas trabalhadas na unidade, com a inclusão do quarto turno de operação.

Cerro Lindo

Realizamos um total de 57 quilômetros de perfuração, iniciando as atividades na região de Orcocobre, ao norte do Rio Topara. Temos três perfuratrizes já em operação e planejamos perfurar mais de 20 quilômetros em uma área de 570 hectares de superfície na região até o final de 2019. Em 2018, o desenvolvimento das minas aumentou em 33%, o que permite continuar incrementando a produção da mina.

Complexo Pasco

Em 2018 avançamos com a integração entre as operações das minas subterrâneas de Atacocha e El Porvenir, para formar o complexo de mineração Pasco. Os objetivos eram maximizar investimentos, obter economia de custos e reduzir a pegada ambiental a partir das sinergias encontradas entre as duas minas, por sua proximidade e similaridades operacionais. O projeto está sendo desenvolvido em quatro etapas: integração administrativa das minas (2014), integração do sistema de disposição de rejeitos (2015), construção de uma nova linha de transmissão de energia que abastece ambas as minas (2016) e avaliação estratégica da integração das operações e instalações subterrâneas (2018).

Com a integração, as minas passarão a contar com um único sistema de elevação. Isso trará para Atacocha benefícios como menores custos operacionais no transporte de minério de níveis mais baixos, além de evitar maiores investimentos de capital.

Ainda em 2018 foram concluídos 11 quilômetros de perfuração ao longo da área de integração entre El Porvenir e Atacocha, com foco na identificação de novos corpos de minério, e de 16 quilômetros de perfuração para conversão e atualização de recursos minerais.

Com investimento para desenvolver as duas minas subterrâneas, Pasco voltou para níveis de crescimento superiores aos registrados em 2017. Atacocha subiu em aproximadamente 300% seu volume de material nas minas subterrâneas, devido aos altos teores de minério, o que propiciou um aumento de 7% na produção de Cerro Pasco como um todo.

Morro Agudo/Projeto Bonsucesso

O projeto visa à extensão da vida útil do complexo Morro Agudo (Ambrosia Trend) em pelo menos 11 anos. Em 2018, iniciamos o estudo de pré-viabilidade (FEL2) pelo qual mais recursos minerais (indicados e medidos) foram convertidos com o objetivo de aumentar a reserva mineral do projeto. Além disso, em novembro de 2018, protocolamos em órgãos competentes o pedido de Licença Prévia e de Instalação para as atividades de lavra subterrânea.

Temos hoje a expectativa de iniciar a construção no quarto trimestre de 2019, após a aprovação das licenças de implantação necessárias e o início das operações da mina previsto para o primeiro semestre de 2021.

Projetos regionais

Com o objetivo de manter um portfólio vivo e otimizado de opções orgânicas e inorgânicas, melhorando e ampliando o pipeline de projetos, desenvolvemos projetos desde a fase de exploração inicial até definição de recursos. Dentro dessas premissas estudamos atualmente dez projetos de zinco, três de zinco e cobre e seis de cobre – localizados no Peru, no Brasil e na Namíbia.

Entre os projetos ainda em prospecção, estamos finalizando um trabalho complementar de extensão dos recursos minerais em Hilarión (região de Ancash, a 230 quilômetros de Lima, no Peru), para o qual usamos, pela primeira vez, a tecnologia de sondagens direcionais. De acordo com os estudos conduzidos até o momento, a previsão é de que essa seja a terceira maior mina de zinco da Nexa.

Em novembro de 2018, reiniciamos o programa de sondagem no projeto Florida Canyon, que é composto por 16 concessões de mineração contíguas, cobrindo aproximadamente 12,6 mil hectares, na região do Amazonas, no Peru. Nosso planejamento de 2019 prevê a execução de 14,7 mil metros de sondagem.

Em 2018, tivemos também uma série de resultados positivos na definição da mineralização de cobre e ouro no Projeto Arco Magmático de Goiás e avançamos no mapeamento de áreas na região do Tapajós, que é a nova fronteira em exploração mineral no Brasil, posicionando-nos com vantagem em relação à maioria dos concorrentes. Conseguimos, também, um volume maior de áreas para exploração na Namíbia, com grande potencial para zinco e cobre.

Recursos e reservas

Declaramos anualmente nossos recursos e reservas minerais provadas e prováveis de acordo com as Normas de Definição de Recursos Minerais e Reservas Minerais (2014 CIM Definition Standards) preparado pelo CIM (Instituto Canadense de Metalurgia e Petróleo) e incorporados, por referência no National Instrument 43-101 (NI 43-101) de todas as minas e projetos. As Unidades Operacionais de Cerro Lindo, El Porvenir e Vazante também possuem reservas minerais declaradas de acordo com o Industrial Guide 07 (IG07) da SEC (Securities and Exchange Commission), nos Estados Unidos. Essas estão disponíveis no relatório anual da Nexa 20-F, acessíveis pelo https://ir.nexaresources.com/regulatoryfilings. De acordo com NI 43-101, em 31 de dezembro de 2018, o total de metal contido em nossas reservas minerais eram de 4.449 mil toneladas de zinco, 440,2 mil toneladas de cobre, 788,7 mil toneladas de chumbo, 117.211 mil onças de prata e 294,6 mil onças de ouro, representando um aumento de 4% de reservas totais.

Recursos e reservas 3

Obs.: A estimativa das reservas e recursos minerais envolve premissas sobre os preços futuros das commodities e questões técnicas de mineração. A declaração apresentada de Recursos e Reservas segue os Padrões de Definição CIM 2014 (Definition Standards for Mineral Resources and Mineral Reserves).

3 Os valores apresentados neste quadro não foram ajustados para refletir nossos interesses de propriedade. A informação apresentada nesta tabela inclui 100% das estimativas de reservas e recursos minerais de nossas subsidiárias consolidadas e de nossas joint ventures, calculadas com base no padrões de definições CIM 2014, incorporadas no NI 43-101, algumas das quais não são de propriedade total, conforme estabelecido na coluna de participação disponível no 6-k mining report que pode ser acessado em https://ir.nexaresources.com/regulatoryfilings.

4 Os recursos minerais são reportados exclusivos às reservas minerais e têm as datas efetivas descritas no 6-K mining report.