Eixo Excelência Operacional

Buscamos melhorar constantemente a competitividade em relação aos nossos concorrentes e manter a segurança dos nossos ativos para enfrentar possíveis ciclos de queda de preço. Fazemos isso ao maximizar o valor das operações existentes por meio de uma série de ações que buscam:

Aumento de utilização de capacidade

Estabilidade operacional

Melhoria contínua de custos

Racionalização de capital

Da mesma forma, investimos em tecnologia, inovação e automação para melhorar nossa produtividade e competitividade, ampliar a cultura de segurança e apoiar os principais objetivos de sustentabilidade, como aumento da reciclagem de água, redução das emissões de CO2 e da geração de resíduos. ODS 9.4

Com as ações em curso, conseguimos antecipar nossas metas de 2025 para 2023 no que se refere à excelência operacional.

Mineração

Um dos exemplos de investimento em excelência operacional em Mineração é a construção de uma nova rampa conectando à superfície as minas do Complexo Pasco (Atacocha e El Porvenir), o que reduz a distância e o custo de transporte de mão de obra e de minério. Também está em fase de testes uma carregadeira subterrânea elétrica para atuar em áreas profundas e remotas, possibilitando um trabalho mais eficiente e produtivo. Adicionalmente, adotamos em 2018 um método de lavra mais produtivo (sublevel stoping). O conjunto de iniciativas incrementará a produtividade da mina a partir de 2019.

Em Vazante, a ênfase é para a utilização em escala industrial de uma tecnologia recentemente inserida na mineração, o ore sorting (mais informações em Inovação e Tecnologia). Na unidade, também houve 70% de progresso no projeto de empilhamento de rejeito a seco, que consiste na instalação de um novo processo de filtragem, secagem, manuseio e disposição de rejeitos secos. A solução substituirá a disposição convencional de resíduos em barragens.

Já em Cerro Lindo, foi finalizada a implementação da primeira fase do controle de acesso digital. A segunda fase terá início em 2019, com maior controle e detalhamento sobre a circulação de pessoas. No ano também se consolidou a troca de caminhões de 35 para 50 toneladas, o que representa uma disponibilidade de transporte acima da atual capacidade de produção da mina. No segundo semestre de 2018, o desenvolvimento da mina aumentou 30%, com mais desempenho, abertura de novas áreas de acesso e melhor produtividade, o que contribuiu para estabilizar a produção local.

Aprimoramos também o processo de geometalurgia, resultado da preocupação com a previsibilidade e a estabilidade operacional das minas. O projeto consistiu em realizar amostragens, caracterização mineralógica completa das minas, definição de domínios geometalúrgicos, ensaios de flotação e modelos de recuperação que proporcionam um conhecimento detalhado do minério, ano a ano, garantindo tempo hábil para antecipar, identificar e solucionar problemas presentes em nossas áreas operacionais.

Outros projetos importantes conduzidos em 2018:

Construção do novo depósito de descarte de resíduos (Botadero Pahuaypite) para dar continuidade às operações de Cerro Lindo, que deverá entrar em operação no primeiro trimestre de 2019. Também foi substituído o duto de água do mar da planta de dessalinização, com investimento de US$ 11,8 milhões, com objetivo de fornecer às operações da mina um suprimento confiável de água a partir da costa.

Melhoria na gestão de ativos do Complexo Pasco, aumentando confiabilidade, disponibilidade e rendimento. Foram identificados os ativos críticos nível A dentro dos dez ativos críticos do complexo, que foram priorizados em 2018.

Expansão da Cava San Gerardo em Atacocha confirmada após a atualização do modelo de recursos geológicos e reservas. A nova cava possui reservas na ordem de 6 milhões de toneladas de ROM e vida útil estimada de 6 anos. Estamos na segunda fase do projeto, finalizando o estudos geomecânicos e processo de licenciamento, com início das escavações previsto para o segundo semestre de 2019.

Conclusão de um total de 5,5 quilômetros de perfuração em Morro Agudo, principalmente para a identificação e o detalhamento de novos corpos de minério. Além disso, 5,2 quilômetros de perfuração foram concluídos com foco na conversão e atualização de recursos minerais.

Implementação do processo de detonação remota em Morro Agudo, propiciando aumento de produção da ordem de 10%, além de ampliar a segurança dos trabalhadores, que deixam de ficar diretamente expostos nas detonações.

Implementação do processo de detonação remota em Morro Agudo propiciando aumento de produção da ordem de
10%

Metalurgia

Ao longo de 2018 destacaram-se os seguintes projetos de eficiência operacional:

Projeto Jarosita em Cajamarquilla – Implantação em escala industrial da conversão do processo produtivo de Goethita (um mineral de óxido de ferro), para a Jarosita (sulfato de ferro), incrementando o rendimento de extração de zinco de 94% para 97% e aumento da capacidade nominal de 330 mil para 340 mil toneladas/ano. O projeto, que tem previsão de ser concluído no terceiro trimestre de 2019, tem investimento estimado de US$ 45 milhões.

Matriz Energética em Cajamarquilla – Estruturação do projeto de matriz energética de Cajamarquilla, em fase de implantação. Esse projeto pretende substituir por gás natural todo o combustível líquido (óleo diesel, óleo pesado das caldeiras auxiliares, de aquecimento da unidade e do ustulador nas paradas), reduzindo significativamente as emissões de gases de efeito estufa e o custo de combustível.

Caldeira de Biomassa em Três Marias – Com uma operação mais eficiente do que havia sido projetada, a substituição das caldeiras operadas com óleo derivado de petróleo por uma caldeira de biomassa, iniciada em 2017, resultou em redução de 30% na emissão de gases de efeito estufa e de 35% no custo de produção de vapor.

Desalogenação em Autoclave em Juiz de Fora – A remoção das impurezas (halogênios de óxido Waelz, flúor e cloro) do resíduo da indústria siderúrgica apresentou rendimento acima do esperado, comprovando a eficácia do processo.

Venda de Agregados Waelz em Juiz de Fora – Estruturado e assinado contrato de venda da escória produzida no Forno Waelz (aproximadamente 20 mil t/mês), para produção de sínter e minério de ferro. Em fase de aprovação da Licença de Operação, com previsão de início no segundo semestre de 2019.