Mensagem do Conselho
de Administração
GRI 102-10, 102-14

Procuramos nos aproximar de nossos investidores, que trouxeram contribuições importantes para o nosso planejamento, ao mesmo tempo em que nos propusemos a informar o mercado de forma mais clara a respeito do nosso negócio”

Completamos em 2018 um ano como empresa de capital aberto em duas das mais importantes bolsas de valores mundiais – Nova Iorque e Toronto –, o que nos trouxe uma visão global de mercado e também um grande aprendizado em termos de aprimoramento da nossa governança.

Consolidamos a atuação do Conselho de Administração, com a participação de quatro conselheiros independentes, comitês de assessoramento em plena atividade e a revisão de políticas fundamentais para o bom funcionamento da organização. A diversidade que almejamos na nossa companhia é espelhada na formação do nosso Conselho, composto por sete homens e duas mulheres, de cinco nacionalidades – brasileiros, canadenses, americanos, croatas e chilenos.

Ao concluirmos o processo do Diálogo Estratégico 2018, realizado a cada três anos, reforçamos nossos atributos empresariais e garantimos as diretrizes para nossa caminhada rumo ao futuro. Nossa aspiração para os próximos anos está marcada pelo desejo de sermos globalmente percebidos como uma empresa inteligente e confiável, que entrega consistentemente resultados atrativos. Ser inteligente significa encontrar soluções simples para nossos desafios por meio de tecnologias e processos transformadores, caminhando no sentido de sermos uma empresa cada vez melhor. E ser confiável é o compromisso de planejar o que fazemos e entregar o que prometemos, assim como construir um legado relevante para a sociedade.

Ao longo do ano, aprovamos nosso Programa de Compliance, revisado e otimizado para estarmos aderentes às leis de todos os países onde atuamos. Como parte do programa, publicamos quatro novas políticas – Anticorrupção, Prevenção à Lavagem de Dinheiro e Combate ao Terrorismo, Antitruste e Compliance – e nove procedimentos internos que detalham o gerenciamento desses temas. Esses documentos abordam aspectos como direitos humanos, contribuições políticas, conflitos de interesses, direitos e deveres do trabalhador, reforçando nosso compromisso com o Pacto Global das Organização das Nações Unidas.

Nosso Código de Conduta, pautado nos valores da Votorantim S.A., nosso maior acionista, foi revisado e tornado público interna e externamente, direcionando os comportamentos que desejamos de nossos empregados, terceiros e fornecedores, para que os desafios sejam enfrentados com ética, consciência social e cidadania. A Votorantim completou 100 anos em 2018, um marco incomum na história empresarial brasileira. A capacidade de transformação e de renovação, a visão de longo prazo e o compromisso com o futuro marcam a atuação de todas as empresas investidas da holding, como a Nexa, onde detém participação de 64,3% do capital, e inspiraram a celebração desse centenário.

Procuramos nos aproximar de nossos investidores, que trouxeram contribuições importantes para o nosso planejamento, ao mesmo tempo em que nos propusemos a informar o mercado de forma mais clara a respeito do nosso negócio focado em zinco e cobre, que tem características diferentes da maioria dos grandes players globais na área de mineração. Fizemos inúmeros contatos e reuniões com analistas, investidores e bancos, com o objetivo de tornar transparentes nossas metas e nossa maneira de operar. Esse é um desafio que se estende por 2019.

Do ponto de vista interno, temos alguns desafios operacionais no Peru, que já estão sendo endereçados, assim como um forte investimento em pesquisas em novos projetos, em extensão da vida útil de nossas minas e em ações para implantar novos processos e tecnologias que tornem nossas operações de mineração e metalurgia cada vez mais produtivas.

Já no cenário externo, tivemos que conviver com a volatilidade dos preços dos metais na Bolsa de Metais de Londres (LME), o que também influenciou nossa receita líquida de US$ 2,5 bilhões. Apesar de não haver fundamentos suficientes para justificar esse comportamento, o zinco encerrou o ano a um preço médio de US$ 2.922 a tonelada, ante US$ 3.421 no primeiro trimestre. Em um cenário de demanda em elevação e sem a comprovação de existência de estoques não contabilizados, situação agravada com o anúncio de redução de produção por parte da China, temos a expectativa de que o preço do metal alcançará patamares melhores, favorecendo nossa receita nos próximos anos.

Nesse meio tempo, vamos fortalecendo nossas estruturas e nossa governança, construindo uma empresa cada vez mais inteligente e confiável, capaz de superar as adversidades com serenidade, com o nosso permanente compromisso de excelência operacional e transparência em todos os níveis de gestão, objetivando uma crescente criação de valor aos nossos públicos de relacionamento.

Luis Ermirio de Moraes
Presidente do Conselho de Administração