Tema material
Segurança e saúde
GRI 103-2, 103-3 ODS 16.1

Segurança

16 A meta “Índice de Comportamento Seguro (ICS) maior que 90% para todas as unidades e empresas controladas Ano-base: 2014” foi suprimida e excluída. GRI 102-48

Segurança é nosso maior valor. Por isso não medimos esforços para garantir a segurança dos nossos trabalhadores, sejam próprios ou terceiros. Aspiramos fortalecer a cada dia uma cultura de segurança que não tolera desvios, não é omissa na correção dos comportamentos de risco, acompanha o planejamento das atividades, garante a implementação dos controles de risco, estimula o reporte de condições inseguras e garante que sejam corrigidas e também pensa com antecedência nos perigos e riscos que as atividades oferecem. ODS 8.8

As metas de segurança 2018 consistiram em eliminar fatalidades, reduzir a gravidade e o número de acidentes e elevar os padrões de cultura de segurança em todas as nossas unidades, especialmente nas operações do Peru.

Temos uma liderança fortemente engajada em todos os aspectos relativos à segurança, que se reúne semanalmente com sua área para tratar de assuntos relacionados ao tema e participa de encontros às segundas-feiras com o nosso diretor-presidente. As reuniões do Conselho de Administração também têm um espaço dedicado ao tema segurança, com avaliação trimestral dos indicadores e planejamento do trimestre seguinte.

Os líderes auxiliam a manter uma adequada percepção dos trabalhadores em relação aos riscos de seu ambiente de trabalho, por meio dos Diálogos Diários sobre Segurança (DDS) e da inspeção gerencial (processos revistos em 2018) nas áreas operacionais e de outras ferramentas de gestão de segurança.

Os riscos das atividades estão mapeados e têm medidas de controle, que podem ser de engenharia (como a necessidade de instalar barreiras físicas), de procedimentos (normas escritas, modos de fazer que garantem a segurança) ou relacionadas a equipamentos de proteção pessoal ou coletiva. Nos casos de terceirização, esse mapeamento é feito em conjunto com as lideranças e o time técnico de segurança da empresa terceira. GRI 403-2

Indicadores de desempenho

Como resultado das ações desenvolvidas, não registramos fatalidades, estabilizamos nossas taxas de acidentes com e sem afastamento e melhoramos nosso desempenho em relação ao atípico ano de 2017.

Nossa Taxa de Frequência (TFCSA) de acidentes foi de 2,23, computando acidentes com e sem afastamento de empregados próprios e terceiros, ante 2,46 em 2017. A Taxa de Gravidade (TG) foi de 77, apresentando melhora significativa em relação à taxa de 1.384 no ano anterior.

Taxa de frequência
de acidentes

GRI 403-9

Em 2018, passamos a adotar o indicador Taxa Interna Nexa, que combina os resultados da Taxa de Frequência (TFCSA) de acidentes e da Taxa de Gravidade (TG). Esse indicador permite ter uma visão completa sobre nosso desempenho de segurança. Por meio dele, é possível reconhecer as unidades e negócios que estão alinhadas aos nossos objetivos de segurança, de buscar uma boa performance tanto em termos de frequência quanto de gravidade dos acidentes.

Esse indicador de segurança também integra a remuneração variável da liderança e dos profissionais das operações, assim como do diretor-presidente e de todos os diretores, gerentes-gerais e gerentes das áreas corporativas. Além disso, em caso de ocorrência de fatalidades, são aplicadas sanções aos executivos, na forma de redução de pontos para atingir a meta anual.

Iniciativas de segurança GRI 403-5 ODS 16.1

Para ampliar o engajamento de todos por uma operação mais segura, as áreas de Saúde Ocupacional e Segurança e de Comunicações e Relações Institucionais lançaram o Programa de Segurança “Faça por você; faça por seus colegas; faça por quem lhe espera em casa”, dirigido tanto a empregados próprios como a contratados de terceiros. O programa pretende estimular o protagonismo de cada um como agente de mudanças para fazer o que é certo, de acordo com os controles necessários e procedimentos recomendados (faça por você), assim como gerar a cultura coletiva de prevenção de acidentes e proteção mútua dos colegas de trabalho (faça por seus colegas) e conscientizar os empregados sobre a importância daqueles com quem convive (faça por quem lhe espera em casa).

Uma das ações foi um concurso de fotografias, para reforçar de uma forma lúdica a importância da família, uma motivação para colocar em prática um comportamento seguro em nossa organização.

Ao longo dos últimos anos, seguimos implementando e reforçando as Regras de Ouro, que consistem em 12 máximas de segurança que jamais podem ser quebradas, como uso de cinto de segurança, restrições ao uso de celular e proibição de trabalhar sob efeito de álcool e drogas. Essas normas são componentes fundamentais dos nossos processos de segurança.

Regras De Ouro ODS 3.5, 3.9, 8.8

Adotamos 12 regras de ouro para garantir a segurança de empregados e terceiros, que se baseiam em padrões de risco crítico e outras ferramentas de gestão de segurança da empresa. O não cumprimento de qualquer regra pode levar a uma advertência, suspensão ou mesmo desligamento. A identificação do descumprimento de uma regra passa por processo estruturado, com levantamento de evidências, avaliação e penalização, se for o caso.

1. Trabalho em altura requer sistema de prevenção de quedas e ponto de ancoragem

2. Bloqueio e isolamento de energias para manutenção e a limpeza de máquinas

3. Trabalho em espaço confinado realizado somente por profissionais capacitados e autorizados

4. Obrigatoriedade do uso de cinto de segurança para operação de veículos leves e equipamentos móveis. Proibição do uso de celular durante a condução do veículo e respeito aos limites de velocidade

5. Proibido o uso de álcool e drogas nas instalações ou a serviço

6. Necessária inspeção formal que comprove ausência de choco para entrada em frentes de lavra e desenvolvimento

7. Cargas suspensas devem ser inspecionadas, estar em conformidade e liberadas de acordo com os procedimentos indicados e a área de operação deve estar isolada ou sinalizada

8. Proteção de máquinas podem ser removidas somente com equipamentos bloqueados e em estado de energia zero

9. Substâncias químicas perigosas devem ser manuseadas somente com uso de EPIs

10. Todo acidente deve ser comunicado, independentemente de sua gravidade

11. Autorização de trabalho é obrigatória para as atividades que envolvem riscos críticos de segurança

12. Deve ser feita uma avaliação prévia e formal dos riscos antes da execução de qualquer atividade

Plano de Segurança Peru

Ao longo de 2018, avançamos e aprimoramos o Plano de Segurança Peru, que está 80% implementado. Ele consiste em oito pilares, 30 projetos, 244 iniciativas e envolveu diretamente 86 pessoas. Os pilares estão assim constituídos: Formação e conscientização da liderança; Fortalecimento da estrutura da equipe de saúde e segurança ocupacional; Implementação do Programa de Gestão de Terceiros; Melhoria das condições de bem estar e regime de trabalho nas unidades; Padronização dos processos e procedimentos e melhorias dos planos de emergência nas unidades de mineração no Peru; Treinamento e conscientização das equipes; Sinergia com ações do Digital Mining, com foco em Segurança; Plano Diretor de Automação Industrial (PDAI), como suporte na mitigação de riscos. Para 2019, estão previstas as ações relativas a infraestrutura e tecnologia.

80 %
do plano implementado

Programa Comportamento Seguro

Os empregados se ajudam mutuamente em uma rede de observação e reuniões de feedback sobre os comportamentos do grupo. Todos recebem, ainda, treinamentos focados na conscientização quanto à segurança no ambiente de trabalho.

Fortalecendo Alianças

O programa tem como objetivo estabelecer um compromisso claro a respeito do que é esperado de cada um em segurança, criando um ciclo de avaliação a partir dos acordos estabelecidos. Prevê a quebra da permissividade, a mudança de postura, um maior conhecimento da equipe, a proximidade entre líderes e liderados, maior acompanhamento das atividades em campo.

Por meio de abordagens individuais, os comportamentos observados e abordados pelos líderes são registrados, formalizando informações para futuro ciclo de avaliação e gestão de consequências. E os Diálogos Diários de Segurança são usados para desenvolver a liderança e compartilhar conhecimento.

Cada unidade conta com um comitê para cuidar do programa, presidido pelo gerente-geral. Cabe a ele fornecer direção estratégica e promover engajamento visível a todos os níveis gerenciais, atribuir as responsabilidades de prevenção de fatalidade, discutir os indicadores nas suas reuniões com as lideranças e prover recursos necessários para a resolução de situações identificadas no programa.

O gerente-geral conta com o auxílio do guardião do programa, responsável pela coordenação geral e por manter os registros atualizados e disponíveis para o time, participação da liderança na indicação de representantes e na promoção de treinamentos na área e apoio da equipe de SSMA para classificação e sistematização dos riscos de fatalidade identificados. Ao final do ano, as cartilhas produzidas sobre o tema haviam sido distribuídas para a totalidade dos empregados próprios e terceiros.

Mais Talento SSMA

O programa foi criado para selecionar e desenvolver pessoas com potencial para tornar mais robusto o processo sucessório nas principais áreas da companhia. Dar início ao Mais Talento a partir dos profissionais de saúde, segurança e meio ambiente demonstra a importância que damos para o tema.

Cabe ao SSMA Corporativo definir a grade técnica de formação bem como garantir a execução ao longo do programa. Já o SSMA da unidade é responsável pela gestão do profissional e acompanhamento do seu desenvolvimento, engajando e garantindo que a estratégia aconteça na prática. O DHO local responde pelo processo de seleção, admissão e acompanhamento do profissional, sendo também ponto focal para dúvidas, conversas sobre carreira e alinhamento geral. O desenho e a estruturação do programa ficam a cargo do DHO A&D (Atração e Desenvolvimento) Corporativo.

Cada integrante tem um projeto individual para desenvolver, definido pelo time de SSMA e relacionado a melhorias na área ou na unidade. O profissional será acompanhado de forma regular por um mentor local ou corporativo para apoiá-lo no seu processo de desenvolvimento. Além disso, há um projeto de tema mais amplo relacionado à estratégia da área e do negócio para ser executado em grupo.

Segurança de terceiros GRI 403-7

Trabalhamos para que as empresas terceirizadas tenham a mesma cultura de segurança que os nossos empregados próprios. Por isso, mantemos ações que vão desde a seleção e a contratação dos parceiros estratégicos, passando pela capacitação dos profissionais de operação e do grupo de liderança dessas empresas, gestão dos riscos nas atividades, gestão de consequências e o processo de reconhecimento para as empresas e profissionais que melhor se adequem aos nossos padrões.

Nas unidades peruanas, 75% da força de trabalho é composta por terceiros. Uma das fortalezas da gestão de segurança no Peru é o forte senso de hierarquia e de respeito às lideranças, o que contribuiu para o sucesso do treinamento de líderes realizado nas unidades de mineração. Em 2018, foram realizados dois treinamentos nesse sentido, que já mostraram bons resultados: um voltado para o papel do líder e outro, para a gestão de riscos na operação.

Também implementamos com mais rigidez ações de gestão de consequências, que consistem em inspeções periódicas e observações constantes da liderança em campo. Ao identificarmos comportamentos inadequados e inseguros, aplicamos multas e podemos até suspender empresas terceirizadas que não se adequem aos padrões de segurança.

Dentro do Programa de Gestão de Terceiros, há mais de 20 iniciativas de segurança em andamento, como o controle de acesso às nossas dependências e o processo de integração na planta, com oferta de treinamentos que visam padronizar os procedimentos individuais e coletivos.

Para alinhar expectativas em relação a essa gestão de consequências, organizamos em Lima uma reunião com os proprietários e diretores das empresas terceiras, para um momento de diálogo franco sobre caminhos possíveis para uma atuação mais segura. Foi um momento importante tanto para ouvir os problemas das empresas e entender suas realidades, quanto para compartilhar nossa preocupação com a segurança.