Colaboradores de Juiz de Fora

Econômico-financeiro

Resultados operacionais

Em 2019, atingimos as expectativas de produção e venda de metais, em linha com as projeções que divulgamos ao longo do ano.

A produção de zinco contido no concentrado totalizou 361 mil toneladas, 3% abaixo do volume produzido em 2018, devido ao menor teor médio de zinco, de 3,3% em 2018 para 3,2% em 2019, e à queda no volume de minério tratado nas minas do Peru. A produção de cobre e chumbo seguiu a mesma tendência e diminuiu 2,2% e 1,8%, para 38 mil e 51 mil toneladas, respectivamente. Nossa produção total de metais, calculada em zinco equivalente, correspondeu a 564 mil toneladas, redução de 1,9% sobre o ano anterior.

Mantivemos no ano o bom desempenho dos nossos smelters, com vendas de zinco metálico e óxido de zinco alcançando 621 mil toneladas, volume 1% superior ao registrado em 2018. Esse resultado foi impulsionado principalmente pelo maior volume de vendas nas unidades de Cajamarquilla e Juiz de Fora, que apresentaram incremento de 2,4% e 9,4%, respectivamente.

Produção de metal contido no concentrado (2019)

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Venda de produtos dos smelters (2019)

tabela5

Colaboradores de Cajamarquilla

Resultados financeiros

Em 2019, a receita líquida de nossas operações totalizou US$ 2,3 bilhões, 6% menos do que os US$ 2,5 bilhões registrados no ano anterior, devido principalmente aos preços mais baixos dos metais na London Metal Exchange (LME), que foram parcialmente compensados pelo maior volume de venda de metais. Os preços médios de zinco, cobre e chumbo diminuíram 13%, 8% e 11%, respectivamente, na LME.

Registramos prejuízo de US$ 159 milhões em comparação ao lucro líquido de US$ 91 milhões obtido em 2018, principalmente devido ao reconhecimento da perda por efeitos contábeis não caixa (impairment) de US$ 142 milhões explicado pela redução nas reservas e recursos minerais em Cerro Pasco.

Durante o segundo semestre de 2019, implementamos iniciativas do programa Jeito Nexa, o qual esperamos que gere US$ 120 milhões de EBITDA anualizado em melhorias ao longo de 2020 e 2021, a um custo não recorrente de aproximadamente US$ 41 milhões, valor incluído em nossas despesas gerais e administrativas no período.

Nosso EBITDA ajustado, que considera despesas não recorrentes, totalizou US$ 349 milhões, com margem de 15% (US$ 605 milhões em 2018, com margem de 24,3%, incluindo o efeito positivo de US$ 34 milhões do reconhecimento de crédito tributário). Excluindo as despesas não recorrentes dos dois períodos, o EBITDA ajustado foi de US$ 402 milhões, resultado 30% inferior aos US$ 571 milhões alcançados em 2018. Essa redução pode ser explicada principalmente por menores preços de metais na LME, maiores custos operacionais, parcialmente compensados pela contribuição positiva da valorização do dólar americano em relação ao real, e maiores ganhos com a venda de subprodutos.

O custo de vendas em 2019 foi 3% maior (US$ 1,8 bilhão), refletindo o aumento dos custos operacionais nas minas (manutenção e serviços de terceiros), parcialmente compensado por menores custos com matéria-prima e melhores taxas de recuperação nos smelters.

13 Dados publicados em 2018 foram revisados. GRI 102-48

Liquidez e endividamento GRI 102-7

Em 31 de dezembro de 2019, nossa dívida bruta consolidada era de US$ 1,5 bilhão, 5,9% superior ao saldo de 31 de dezembro de 2018 (US$ 1,4 bilhão), devido especialmente às notas de crédito de exportação contratadas no mês de outubro pelo prazo de cinco anos. A dívida líquida ficou em US$ 783,6 milhões (US$ 221,6 milhões em 2018). No final do período, 92,1% (ou US$ 1.389 milhões) da dívida bruta eram denominados em dólares americanos e 7,9% (ou R$ 119 milhões), em reais.

Apenas 2,2% (US$ 33 milhões) da dívida total vence em 2020, enquanto 40,7% (US$ 614 milhões) têm prazo de vencimento entre 2021 e 2023 e 47,2%, após 2026. O prazo médio de nossa dívida é de 5,2 anos (a uma taxa média de juros de 4,6% ao ano), sendo que o caixa total é suficiente para cobrir o pagamento de todas as obrigações nos próximos quatro anos. Nossa alavancagem financeira, que é medida pela dívida líquida dividida pelo EBITDA ajustado dos últimos doze meses encerrou o ano de 2019 em 2,26x, em função do menor EBITDA ajustado do período e do aumento da dívida líquida.

Fluxo de caixa

Nossa posição de caixa em 31 de dezembro de 2019 era de US$ 757 milhões, considerando caixa e equivalente de caixa mais investimentos financeiros. Isso representou uma queda no fluxo de caixa de US$ 334 milhões, explicado principalmente pelos pagamentos de dividendos no primeiro trimestre de 2019, investimentos de capital, especialmente no projeto Aripuanã (US$ 124 milhões), e o pagamento da aquisição da Karmin.

Investimentos

Nossos investimentos nas operações (Capex) totalizaram US$ 410 milhões no ano. Desse montante, 30% foram direcionados ao projeto Aripuanã (US$ 124 milhões) e 7% ao projeto de aprofundamento da mina de Vazante (US$ 28 milhões), nossos principais investimentos do período. O volume maior de investimentos já estava previsto desde que obtivemos a licença de instalação de Aripuanã, em dezembro de 2018.

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Investimentos CAPEX (US$ Mil)

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Mercado de ações

Nossas ações são negociadas nas bolsas de valores de Nova Iorque (NYSE), nos Estados Unidos, e de Toronto (TSX), no Canadá. Os papéis encerraram o ano de 2019 cotados a US$ 8,15 na NYSE, versus US$ 11,90 no fim de dezembro de 2018. Foi realizada a média diária de 133,5 mil negócios, totalizando 33,6 milhões no acumulado do ano.

Por meio do programa de recompra de ações autorizado pelo Conselho de Administração em 2018, recompramos 881.902 ações ordinárias, a um preço médio de US$ 10,7 por ação, por um valor total de US$ 9 milhões. As ações ordinárias recompradas representam 2% do free float e foram mantidas em Tesouraria. Nossa última atividade de recompra de ações ocorreu em 21 de junho e o programa expirou em 6 de novembro de 2019.

Colaboradores de Cerro Lindo